NARRATIVA DIÁRIA

Fomos eliminados do Mundial

Portugal despediu-se ontem do Mundial de 2026 ao ser derrotado pela Espanha por 1-0, nos oitavos de final, num encontro decidido já em tempo de compensação.

A seleção espanhola entrou melhor na partida, assumindo desde cedo o controlo e o ritmo do jogo. As primeiras oportunidades de perigo da Espanha surgiram ainda na primeira parte, mas Diogo Costa voltou a revelar-se decisivo, protagonizando várias intervenções de grande nível, entre elas uma dupla defesa a remates de Lamine Yamal e Álex Baena, mantendo o nulo no marcador.

Fiel à sua identidade, a Espanha privilegiou uma circulação paciente e criteriosa, procurando explorar os espaços entre linhas. Rodri foi o pêndulo da equipa, enquanto Pedri e Dani Olmo surgiram entre setores para desequilibrar. Nas alas, Lamine Yamal e Álex Baena deram largura ao jogo e foram uma ameaça constante à baliza portuguesa.

Do lado de Portugal, Nuno Mendes voltou a destacar-se. Defensivamente, anulou grande parte das investidas de Lamine Yamal e limitou também a influência de Oyarzabal. No ataque, ofereceu profundidade e esteve perto de marcar na sequência de um canto, num lance em que a bola acabou por embater na barra, após um desvio de Pedro Porro.

Na segunda parte, o encontro perdeu intensidade e as oportunidades de golo tornaram-se mais escassas. A situação complicou-se para Portugal quando Nuno Mendes foi obrigado a abandonar o relvado devido a lesão, deixando o corredor esquerdo mais vulnerável às investidas espanholas.

Quando tudo indicava que o jogo seguiria para prolongamento, surgiu o golpe decisivo. Aos 90+1 minutos, Ferran Torres encontrou Mikel Merino na área, num erro defensivo de Portugal, e o médio espanhol não desperdiçou, apontando o único golo da partida e garantindo assim a qualificação da Espanha para os quartos de final. A Espanha foi superior e venceu com inteira justiça.

O apito final trouxe consigo um dos momentos mais marcantes da noite. Cristiano Ronaldo deixou o relvado em lágrimas, naquela que foi a sua despedida de um Campeonato do Mundo.

Independentemente das opiniões que cada um possa ter sobre Cristiano Ronaldo, é difícil não reconhecer a entrega e o compromisso que sempre demonstrou ao serviço da Seleção. Durante mais de duas décadas, deu tudo o que tinha em campo, tornando-se o melhor marcador de sempre e uma referência do futebol português e mundial.

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