Vitória justíssima do Sporting sobre o FC Porto por 2-0, em jogo da 15.ª jornada da I Liga de futebol. Islam Slimani voltou a ser fundamental com dois golos que permitiram aos leões recuperar a liderança no campeonato, mas quer a defesa, quer o meio campo estiveram quase perfeitos. O resultado até podia ser mais dilatado, não fora as bolas nos ferros da baliza à guarda de Iker Casillas.
Seria injusto, num jogo em que a equipa demonstrou um empenhamento total e uma disciplina tática quase exemplar, não destacar a grande exibição coletiva que os jogadores leoninos nos proporcionaram, mas julgo ser de realçar para além da exibição soberba de Slimani, a prestação imperial de Naldo e os desempenhos assombrosos de João Mário e de Adrien, este último tantas vezes considerado injustamente o elo mais fraco do meio campo. Ontem foi simplesmente brilhante, a defender, a atacar, a comandar a equipa como um verdadeiro capitão. Só faltou mesmo o golo (bateu no poste) que teria sido a «cereja no topo do bolo» para premiar aquela noite de glória, aplaudida de pé por cerca de 49000 espectadores no momento da sua saída.
A verdade é que graças à organização tática do SCP, o FC Porto nunca se conseguiu impor em Alvalade. Aboubakar desperdiçou, na primeira parte, duas ocasiões de golo (duas boas defesas de Rui Patrício).
Nota-se na maioria dos jogadores sportinguistas uma postura diferente: uma maior entrega ao jogo e uma motivação em crescendo. As limitações individuais e a má forma de alguns (caso de William) são superadas pela força e envolvência do coletivo.
É verdade que o Porto tem um plantel superior ao do Sporting, mas os leões têm melhor treinador e uma melhor atitude e isso tem sido fundamental. A grande força desta equipa está na consciência que tem das suas capacidades e dos seus limites. A continuarem assim, poderemos ser campeões no final da época.