Mão pesada dos juízes do Tribunal de Aveiro que condenaram a penas de prisão todos os arguidos do processo Face Oculta em primeira instância.
Depois de quase 3 anos de julgamento, o coletivo de juízes não só deu como provados os quase 200 crimes, como chegou a agravar as penas para alguns dos principais acusados.
O principal arguido, Manuel Godinho, que estava no centro da rede de favorecimentos, era quem respondia por mais crimes, sendo condenado a 17 anos e meio de prisão efetiva.
O ex-ministro Armando Vara e José Penedos a cinco anos de prisão efetiva. Quanto a Paulo Penedos, o juiz Raul Cordeiro nem lhe deu hipótese de ver a pena suspensa – como acontece normalmente nas penas inferiores a cinco anos de prisão, por considerar que a sua conduta era especialmente censurável por ter sido continuada.
Acontece que ainda não houve execução das penas. Para que este seja um caso exemplar, resta-nos esperar que os recursos que os advogados naturalmente irão interpor, sejam julgados com a celeridade necessária, a fim evitar que o processo se arraste anos e anos pelos tribunais, criando incidentes processuais que levem à prescrição dos crimes.