NARRATIVA DIÁRIA

RELVAS DEMITE-SE

Miguel Relvas finalmente demitiu-se. Saiu pela porta pequena. Mesmo no discurso de despedida, não deixou de revelar o seu caráter. Não resistiu ao autoelogio e à bazófia, própria dos fracos de espírito, tecendo loas à sua obra(!?). A história da licenciatura, concluída em pouco mais de um ano na Universidade Lusófona com recurso a créditos e equivalências de natureza duvidosa, as pressões à comunicação social, o "caso das secretas", a sua relação com o ex-espião Jorge Silva Carvalho, a reestruturação da RTP, o dossier de reestruturação das autarquias, a privatização da TAP e os negócios antigos com o primeiro-ministro foram as principais razões da forte contestação a Miguel Relvas e ao governo. Atente-se na sua deslocação ao ISCTE, para participar num colóquio sobre comunicação social, onde os estudantes o receberam com cartazes, exigindo a sua demissão. Tudo isto foi mau de mais!  Relvas representa o que de pior existe na política portuguesa e Passos Coelho fez mal em deixar arrastar penosamente esta novela. O Ministro da Educação, Nuno Crato, também não sai bem na fotografia, no meio de toda esta trapalhada, depois de ter guardado na gaveta, por dois meses, o relatório da investigação à sua licenciatura. Parece que agora vai finalmente divulga-lo. Aguardemos por mais este desfecho. Cheira-me que o caso Relvas vai ainda fazer correr muita tinta.

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