Entramos naquele período que se convencionou chamar de «de reflexão» no qual a Comissão Nacional de Eleições (CNE) proíbe quaisquer atividades de propaganda eleitoral. A CNE vai ao ponto de proibir a propaganda nas redes sociais, mas, paradoxalmente, permite que cartazes e outdoors das várias forças partidárias pululem um pouco por todo o lado, com mensagens perfeitamente explícitas, apelando ao voto. Um contrassenso!
Se este tempo de reflexão fazia algum sentido a seguir ao 25 de Abril, após 48 anos de ditadura, atualmente numa sociedade globalizada em que o acesso à internet é facilitado é perfeitamente ridículo.
Penso, por isso, já ser tempo de acabar com esta fantochada, sem nenhuma utilidade, e apresentar uma proposta no sentido de implementarem o voto eletrónico, que talvez contribuísse para diminuir os valores da abstenção.