Longe vai o tempo em que Pedro Passos Coelho considerava que o número de ministros do próximo Governo não deveria ultrapassar os dez. «Não podemos ter um governo com 16 ministros», disse Passos, em 2011 (16 era o número dos ministros de José Sócrates). Portugal deve ter «um Governo seco, enxuto, disciplinador e frugal, desde logo na sua formação», e não, como atualmente, um executivo com «16 ministros, mais o primeiro-ministro, 17, e dezenas de secretários de Estado», afirmava.
O XX Governo Constitucional que poderá ser o mais curto de sempre na história da democracia toma posse na próxima sexta-feira e conta com 16 Ministros mais o primeiro-ministro.
Não se pode chamar propriamente «novo governo», é mais uma remodelação ao governo anterior. Há dois independentes, 4 caras novas, dois secretários-estado que foram promovidos a ministros e quanto ao mais são figuras ligadas aos partidos da coligação.
O novo ministro da saúde que teve a desfaçatez de dizer, enquanto secretário-geral daquela pasta, que estava tudo bem nas urgências dos hospitais públicos, quando uma reportagem da TV mostrava o caos e a desumanidade daqueles serviços bem como as pessoas em sofrimento que esperavam horas e horas para serem atendidas; uma ministra para a igualdade que é contra os direitos iguais para os homossexuais e um ministro da administração interna que atestou da idoneidade de Ricardo Salgado, realmente só num governo com os dias contados!