(imagem do google)
«Eu juro que comecei a ver o debate sobre o Estado da Nação cheio de vontade de vir para aqui maltratar Pedro Passos Coelho. Afinal, a nação não se encontra em bom estado, e o próprio primeiro-ministro começou a sua intervenção em registo looney, afirmando querer construir “uma sociedade de pleno emprego”, que é daquelas coisas que talvez se pudesse dizer por alturas da revolução francesa, mas que em 2014 parece, no mínimo, deslocado. E como se tal não bastasse, Passos veio ainda com a conversa da aposta no ensino e na qualificação dos portugueses, que é promessa mais velha do que o nevoeiro de D. Sebastião, garantindo de caminho, sem se rir, que “muito já foi feito na reforma do Estado”.
Só que, quando eu já me encontrava a afiar as garras para me atirar ao discurso do primeiro-ministro, apareceu o seguro de vida de Passos Coelho – Seguro himself. E assim que ele abre a boca, não só o PS cai cinco pontos nas sondagens, como Passos Coelho fica imediatamente a parecer o maior estadista do hemisfério norte.» 03/07/2014, Público