
A «Coligação Mudança», encabeçada pelo PS e apoiada pelo PTP, pelo MPT e pelo PAN ficou muito aquém das expectativas, atingindo um mau resultado que motivou a demissão do líder do PS na região, Vitor Freitas.
O Partido Socialista reconheceu a derrota na Madeira, mas recusou fazer qualquer tipo de extrapolação para o país. Com efeito, as eleições regionais têm as suas especificidades e não são comparáveis a eleições nacionais. Todavia há efetivamente lições a extrair desta derrota.
O partido mais castigado acabou por ser o PS que, não só não conseguiu apresentar-se como alternativa naquela região autónoma, como ainda consegue ter um resultado pior em coligação do que alcançou sozinho, em 2011, contra Jardim. Victor Freitas entusiasmado pelos bons resultados nas autárquicas e nas europeias, resolveu apostar numa coligação em que pretendia juntar várias forças partidárias que, aparentemente, nada tinham em comum - uma espécie «saco de gatos». Convenhamos que coligar-se com o populista José Manuel Coelho ou com o partido dos Animais não foi certamente a melhor opção de um partido credível que se quer assumir como alternativa. Foi pior a emenda que o soneto: não só não conseguiu evitar a maioria absoluta do PSD, como foi incapaz de afirmar-se como segundo partido da região.
Esta foi uma grande derrota do PS Madeira, mas foi indiretamente a primeira derrota de António Costa, pois o líder do PS apoiou o candidato demissionário, envolveu-se na campanha e saiu derrotado.
Se Costa não souber ler e interpretar os resultados, bem como assumi-los, arrisca-se chegar ao outono e sofrer mais um revés eleitoral nas legislativas.