É inegável que as propostas apresentadas no âmbito do cenário macroeconómico do PS que servirão de base ao programa eleitoral do PS vieram agitar as hostes sociais-democratas que, desde então, têm mostrado um nervosismo fora do comum.
Senão vejamos: PSD e CDS apressaram-se a celebrar um «casamento de conveniência» para se apresentarem às eleições legislativas, sem auscultar as bases dos respetivos partidos.
Marco António Costa - não se sabe muito bem com que legitimidade – insiste que o o cenário macroeconómico seja analisado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), através de um pedido da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, da Assembleia da República, fazendo uma ameaça aos socialistas: «Caso não o façam, será a maioria a tomar a iniciativa».
Eduardo Cabrita deputado pelo PS e presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública já respondeu que não é o vice-presidente do PSD que estabelece o ritmo dos trabalhos parlamentares, uma vez que nem sequer deputado é, acrescentando que a UTAO avalia propostas legislativas e não propostas partidárias.
Melhor fora que Marco António pedisse uma auditoria ao Município de Gaia com vista a fiscalizar os anos em que foi vice-presidente de Luís Filipe Menezes, a fim de esclarecer alegadamente a «rede de interesses» de que o acusam de ter criado, e deixasse que as propostas do PS bem como as dos demais partidos sejam sufragadas nas urnas pelos eleitores.