Segundo o INE, a economia portuguesa cresceu 0,8% em termos reais no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior e 1,6%, em comparação com o mesmo período do ano passado.
O Gabinete de Estatísticas do INE justificou este crescimento com «o aumento do contributo da procura externa líquida, verificando-se uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços» face à das importações de bens e serviços. E sublinha ainda que a aceleração das exportações «foi comum às componentes de bens e de serviços».
Por outro lado, aumentou também a procura interna para a variação equivalente do PIB no terceiro trimestre, consequência da «aceleração do consumo privado» devido ao comportamento dos bens não duradouros e serviços, enquanto os bens duradouros desaceleraram.
Os valores ora divulgados superam as expectativas dos vários analistas económicos que estimavam aumentos de 0,3% em cadeia e 1,1% em termos homólogos, atribuindo-os sobretudo a uma quebra na procura interna.
Estes valores, de acordo com o Eurostat, colocam Portugal com o maior crescimento do PIB no terceiro trimestre do ano face ao trimestre anterior, juntamente com a Bulgária (0,8%), enquanto o crescimento da economia portuguesa em termos homólogos esteve precisamente em linha com a média da zona euro (1,6%).
Claro que não devemos «embandeirar em arco». Todos sabemos que não temos uma economia pujante e qualquer abalo nos mercados externos poder-nos-á ser fatal.
Mas, para já, os indicadores são positivos e enchem-nos de ânimo. O PIB foi o maior da zona euro. O desemprego está a baixar. As exportações estão a melhorar, assim como a procura interna e, como tudo indica, a Comissão Europeia não deverá suspender os Fundos para Portugal em consequência do bom desempenho da economia. Tudo num Portugal governado por uma «geringonça». Parafraseando António Costa: «é geringonça, mas funciona».