A mudança da hora acontece em todos os países da União Europeia no mesmo momento, embora outros países que não fazem parte do grupo dos UE escolheram seguir as mesmas regras.
Na Europa apenas a Arménia, a Bielorrússia, a Geórgia e a Rússia não atrasam os relógios no próximo domingo, nem os adiantam em março. No continente africano, por exemplo, a hora mantém-se inalterável na maior parte dos países. A Líbia é dos poucos que altera, acertando os relógios pela hora europeia. Marrocos, Namíbia e Saara Ocidental também têm dois horários, mantendo-se o resto do continente inalterado, o que também acontece com a Ásia, onde apenas cinco países mexem nos relógios: Irão, Israel, Jordânia, Líbano e Síria. Na Oceânia também apenas a Austrália, Nova Zelândia, Fiji e Samoa têm horários de verão e de inverno, embora no continente americano, especialmente na América do Norte e Central, mais países mudem a hora.
Na Europa a alteração da hora iniciou-se aquando da I Guerra Mundial e teve como principal objetivo a poupança de energia numa altura em que este era racionado. Atualmente já não há um impacto económico, mas apenas social ̶ ajustar os horários de trabalho e os horários escolares com a luz solar ̶ . Em Portugal, em 1992, o Governo, chefiado por Cavaco Silva adotou o horário da Europa central, mas a opção foi muito contestada, porquanto no inverno o sol nascia muito tarde, e no verão era ainda dia até depois das 22:00. A partir de 1996, o Governo chefiado por António Guterres repôs a hora antiga.
Hoje a questão é mais ou menos pacífica em Portugal. É certo que vai escurecer mais cedo. Às 17 horas já é noite, mas também é bom ter mais uma hora para dormir na próxima noite e em janeiro já começa a anoitecer mais tarde.