A Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz defendeu, em entrevista à TSF, a despenalização das drogas leves porque em seu entender representaria um ganho para o Estado mas acima de tudo para os cidadãos e para que «não haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais». A despenalização ajudaria a pôr cobro, na perspetiva da ministra, a um negócio «profundamente rentável».
Obviamente que se tratou de um estado de alma da ministra, uma vez que o primeiro-ministro apressou-se a vir dizer que o assunto nunca foi discutido pelo Governo nem faz parte do seu programa, afirmando que as declarações da ministra da justiça haviam sido proferidas «a título pessoal». O tema é complexo e merece ser discutido, mas não de forma leviana nem precipitada e muito menos tendo como pano de fundo as eleições legislativas.