Em visita à Índia, o ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros afirmou que a hipótese de um segundo resgate só seria «evitável» caso as taxas de juro a 10 anos sejam iguais ou inferiores a 4,5%. «Os portugueses têm de perceber que se não nos libertarmos e se não pudermos viver utilizando o que o mercado nos oferece, porque as taxas de juro são demasiado altas, seremos forçados a ir para situações de segundo resgate, que seria muito mau para a economia portuguesa», sustentou o ministro.
Convém lembrar o Dr. Rui Machete que atualmente os juros andarão pelos 6% e dificilmente baixarão abaixo dos 4.5%. Ora, ao colocar a fasquia neste valor, está forçosamente a assumir a inevitabilidade de um segundo resgate, coisa que aliás todos já suspeitávamos. Contudo, talvez não fosse má ideia o primeiro-ministro pedir aos membros do seu governo para não se pronunciarem, sobretudo fora do território nacional, sobre assuntos que não dominam totalmente, como foi este o caso.