De acordo com uma sondagem elaborada pela Eurosondagem para o Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, os portugueses mostram-se descontentes com a intervenção da troika em Portugal. Metade dos inquiridos considera que o Memorando de Entendimento não devia sequer ter sido assinado, contra apenas 12% que dizem que o documento foi bem desenhado. Sondagem revela ainda que 45,4% inquiridos acham que o governo cedeu demasiado aos credores. Há ainda um número significativo de inquiridos, 27%, que afirmam que a negociação não levou em linha de conta as idiossincrasias próprias do país. 32,9% revelam que a troika tem mostrado insensibilidade com a economia nacional. Somente 9,4% dos inquiridos consideram que este relacionamento tem decorrido com normalidade. Quando questionados relativamente ao período pós-troika, o pessimismo dos respondentes é mais acentuado. Apenas ,11,8% dos que responderam à sondagem, acreditam que todo o esforço de contenção e de reformas resultem em melhores perspetivas para Portugal, findo o período de intervenção externa. 14,4% mencionam que quando a troika sair do país nada de substancial se irá alterar, enquanto 55,1% acreditam que vamos ficar em piores condições, com uma economia colapsada e com mais desemprego. Cerca de 82% dos inquiridos sugere que, face às imposições do FMI, do BCE e da Comissão Europeia, Portugal deveria renegociar o Memorando ou mesmo denunciá-lo e procurar outras alternativas.