Ontem, atracaram no porto de Lisboa seis navios de cruzeiro, num total de 13 mil turistas, a que se juntaram cerca de cinco mil tripulantes, um número que elevou o dia como o melhor de sempre em termos de receção de cruzeiros ao nosso país.
Outro momento histórico que marcou foi o facto de Lisboa tornar-se, doravante, o quarto porto do mundo a receber em simultâneo os três grandes cruzeiros emblemáticos da frota da britânica Cunard, Queen Elizabeth, Queen Victoria e, muito especialmente, o Queen Mary 2, um dos maiores transatlânticos do mundo. Além, das três “rainhas” como são conhecidos chegaram também o Rotterdam, Silver Whisper e Ruby Princess. Os seis permitiram ao Porto de Lisboa arrecadar 112 mil euros.
Após a cerimónia solene que distinguiu a presença deste cruzeiros no Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia, o secretário de Estado do Turismo garantiu que a maior receção de turistas de sempre confirma o crescimento do turismo português , representando um milhão de euros para a economia nacional. Lisboa é neste momento o sexto destino de cruzeiros da Europa e com capacidade de crescimento, sublinhou.
De acordo com o secretário de estado, o turismo é «o maior sector exportador» em Portugal, tendo contribuído em 2013 com mais de nove mil milhões de euros em receitas, o que permitiu «o equilíbrio da balança de pagamentos», sendo que 20% do emprego criado no ano passado foi justamente nesta área.
O presidente do município de Lisboa realçou que apesar de se reconhecer a importância da capital como «um porto de escala», «o grande objetivo é ser um porto de início ou de fim», para «aumentar ainda mais a economia». Para tal ter-se-á que «melhorar a qualidade do espaço público» e «tornar a cidade mais acessível» em termos de mobilidade, porque grande parte dos frequentadores destes cruzeiros são pessoas numa faixa etária mais elevada, e algumas mesmo com mobilidade condicionada.
Relativamente ao novo Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia, de acordo com o secretário de Estado dos Transportes, poderá começar já a ser utilizado a partir do próximo ano, o que permitirá aumentar a oferta e consequentemente o impacto financeiro para a economia local e nacional.
Serão estas algumas das razões que explicam o dia histórico para Lisboa em matéria de cruzeiros. Sem dúvida um setor importante da nossa economia em que os poderes políticos devem apostar em força.