Júlio Isidro é um nome incontornável quando se fala na história da televisão em Portugal. No início de 1960, com apenas 15 anos, estreou-se no Programa Juvenil na RTP e, desde então, tornou-se presença regular no pequeno ecrã.
Com 55 anos de carreira e saber de experiência feito, apresentou alguns dos formatos mais emblemáticos em televisão e foi responsável também pela descoberta e pelo lançamento das melhores vozes deste país.
Ontem, na impossibilidade de Tânia Ribas de Oliveira e Zé Pedro Vasconcelos apresentarem o programa da manhã foi Júlio Isidro o «bombeiro de serviço».
Chamado uma hora antes de a emissão ir para o ar, apresentou o programa das manhãs da RTP, Agora Nós. Sem preparação, sem rede, unicamente com o saber e a experiência que tantas horas de palco e de câmaras lhe deram.
Estava estranhamento calmo e bem-disposto e apresentou-se deste modo: «o meu nome não é Tânia Ribas de Oliveira e também não é José Pedro Vasconcelos. Sou apenas um suplente que às nove da manhã estava de pijama em casa a tomar o meu pequeno-almoço (...) o programa, hoje, não se chama Agora Nós, mas sim Agora é Que São Elas», concluiu o apresentador.
Um dia inesquecível para Júlio Isidro que recebeu inúmeros elogios nas redes sociais pelo seu desempenho no programa e em circunstâncias tão inesperadas.
Um exemplo e uma lição de que os cabelos brancos e as rugas não são apenas sinal de envelhecimento. São igualmente sinal de experiência, de maturidade, de capacidade de passar ensinamentos às novas gerações e como tal, apresentadores como o Júlio Isidro não devem ser despachados para a RTP Memória.
Júlio Isidro, não obstante os seus 70 anos, ainda poderia muito bem apresentar um programa de entretenimento. Era bem capaz de ser um sucesso.