E de repente chegamos ao último mês. Chegou dezembro. Temos a sensação de que os dias voam. Não gosto desta voracidade do tempo.
A cada sete dias ser nova semana e rapidamente passar a uma nova semana, a um novo mês, a um novo Natal, a um novo ano. Obrigando-nos a repetir os mesmos rituais de calendário, sem dar tempo a que tudo se refaça e volte a ser. Por vezes, não há tempo de estar, de pensar, de experienciar, de apreciar, de interpretar, de viver. E vamos envelhecendo, virando páginas e o tempo não para, embora por vezes o desejássemos.