Os americanos vão hoje às urnas escolher o candidato para ocupar a Casa Branca. Após o escândalo dos emails e a consequente investigação do FBI a Hillary Clinton, a luta pela Presidência dos Estados Unidos ficou mais renhida, mas a fazer fé nas sondagens, Hillary Clinton deverá suceder a Barak Obama na presidência dos EUA. Os americanos, ancorados no chamado «mal menor», vão certamente eleger a primeira mulher para a presidência dos EUA.
Não se podem negar as óbvias diferenças entre Hillary Clinton e Donald Trump. Este último pede a deportação de 11 milhões de imigrantes sem documentos e a construção de um muro impenetrável através de toda a fronteira mexicana. Também anunciou que vai restringir a entrada de qualquer muçulmano no país. Desferiu comentários misóginos, gabou-se de atacar sexualmente mulheres e declarou que deveria haver um castigo para as mulheres que praticam o aborto. Clinton, é mais uma peça do establishment, todavia mantém os votos das mulheres, latinos e dos afro-americanos e não fará certamente esse tipo de discurso racista e sexista.
Dito isto, seria obviamente incorreto por no mesmo nível Clinton e Trump. Contudo, nem um nem outro prestigiam a cadeira presidencial de um país como os Estados Unidos da América. Um eleitor que chega às urnas e tem por opção um «palhaço» para usar um eufemismo da criatura) e uma descendente da herança Clinton e dos seus escândalos de fraude - já para nem sequer mencionar os processos que contra ela correm na justiça - nem Trump, nem Clinton oferecem alguma esperança. Por isso, entre dois males, só se pode escolher o mal menor.
Mas um presidente dos EUA, por si só vale de pouco, como de resto viu-se durante os consulados de Barack Obama. Qualquer que seja o vencedor, o verdadeiro poder político na América está no Senado e no Congresso, na poderosa máquina burocrática de Washington e, ainda, no Supremo Tribunal.
Por isso não é só a Presidência dos Estados Unidos que está em disputa nestas eleições. Hoje também vão a votos todos os 435 lugares que compõem a Câmara dos Representantes e 34 das 100 cadeiras do Senado. No total, são 469 cargos legislativos. Também vão a jogo cerca de uma dezena de cargos de governadores estaduais e de governadores territoriais, bem como diversas funções a nível estadual e local.