
(Imgem do Google)
O Metropolitano de Lisboa está a funcionar, normalmente, apesar de estar marcada uma greve para o dia de hoje. Esta já é a sétima greve agendada par este ano.
Os sindicatos dos trabalhadores apelaram aos funcionários do Metro para se apresentarem ao trabalho, embora não retirarem o pré-aviso de greve. É que, segundo os sindicatos, os serviços mínimos decretados para a paralisação de 24 horas poderiam colocar em causa a segurança dos utentes deste transporte público.
Sempre considerei a greve como uma forma de luta legítima e consagrada constitucionalmente. No entanto, tenho alguma dificuldade em entender a greve do Metro de Lisboa.
Ah e tal é para defender o serviço público, lutar contra a privatização e pela deterioração das condições de trabalho blá, blá, blá…então querem prejudicar o patronato, certo?
Mas não é isso que acontece. Os sindicatos incitam os trabalhadores a praticar uma greve que visa prejudicar o patronato – Estado -, mas quem na realidade sai prejudicado são os milhões de utentes que diariamente utilizam este meio de transporte. E os utentes são duplamente lesados. Primeiro, porque já pagaram por um serviço que temporariamente deixa de ser prestado, e depois porque terão que recorrer ou a viatura própria ou a outro transporte alternativo que lhes sai do bolso.
A sensação que me dá é que se trata de uma greve feita ao contrário: prejudica inocentes e beneficia os responsáveis.
E não há ninguém que perceba esta coisa óbvia?