
Uma das notícias que está a marcar a atualidade é o roubo de material militar das instalações militares dos Paióis Nacionais de Tancos.
Segundo informações oficiais foram roubadas: 120 granadas, 44 lança-granadas, 1.500 munições, 4 engenhos explosivos prontos a detonar, entre outro material.
No furto deste material de guerra guardado em Tancos, os assaltantes terão furado a rede circundante do terreno dos Paióis Nacionais de Tancos. Ficou-se a saber, no que respeita a medidas de segurança eletrónica, que o sistema de vídeo vigilância encontra-se inoperacional. A segurança no local faz-se apenas por rondas aleatórias. O Exército tinha já iniciado os procedimentos legais para a adjudicação da obra de implementação de vigilância e controlo de acessos eletrónico, de forma faseada, prevendo-se a disponibilização de verbas apenas em 2018 ao abrigo da Lei de Programação Militar.
O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, já veio publicamente assumir a responsabilidade política do caso, o que não lhe retira menor gravidade.
É incompreensível como um armazem com granadas, munições e explosivos esteja sem videovigilância e à mercê de todo o tipo de assaltos! Porém, porque é não se recorreu a um empresa de segurança até as verbas estarem disponíveis?
Numa altura em que se assiste a ameaças terroristas cada vez mais frequentes e sofisticadas, este facto assume proporções preocupantes, porquanto remete-nos para um clima de desconfiança e um receio objetivo que se prende com a segurança de todos nós.
A segurança e a defesa dos cidadãos é uma das necessidades básicas de qualquer país. O pior que poderia acontecer neste momento é perdermos a confiança nos serviços que supostamente asseguram a nossa defesa e segurança.