NARRATIVA DIÁRIA

Fim do embargo a Cuba poderá não ser favas contadas

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As relações diplomáticas entre Cuba e os EUA são praticamente inexistentes desde o início do embargo norte-americano em 1962.


Obama já tinha demonstrado intenção de alterar as relações com Cuba, mas o facto de existir um prisioneiro norte-americano condenado a 15 anos de prisão em Cuba, sob a acusação de subversão, era um entrave. Com a libertação do preso norte-americano, Raul Castro e Barack Obama deram esta um importante passo para que a normalização das relações diplomáticas entre os dois países, e para o fim do embargo americano a Cuba. Mas só isso pode não ser suficiente para concretizar o fim do bloqueio que dura já há mais de 50 anos.


É fundamental que haja uma relação de respeito mútuo entre os dois países e que a vontade e a soberania do povo cubano sejam respeitadas, mas por estar submetido à lei americana, o fim do embargo terá de ser debatido e votado no congresso para que essas leis sejam revogadas. O que não se afigura fácil. É que a partir de janeiro, as câmaras do congresso americano passam a ser controladas pelos Republicanos, por oposição aos Democratas que controlam atualmente Casa Branca. Resta ver como irão reagir os conservadores que nunca viram com bons olhos o fim do embargo.

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