NARRATIVA DIÁRIA

Fantasias de Natal

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O primeiro-ministro afirmou na sua costumeira mensagem natalícia, certamente motivado pelo boas condições meteorológicas que se têm feito sentir durante esta quadra,  que «este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que Portugal tem um horizonte aberto, sem acumulação de nuvens negras».


Passos Coelho foi mesmo mais longe ao prever que o próximo ano trará uma assinalável recuperação do poder de compra dos portugueses; a economia irá crescer mais que o previsto; desemprego vai descer significativamente; as contas nacionais estarão controladas e as contas externas financiam agora a economia como não se via há vinte anos. Apetece perguntar a que país se refere o primeiro-ministro, já que a Portugal não é com certeza.


Passos Coelho num discurso puramente eleitoralista esforça-se para transmitir um discurso otimista, tentando esconder debaixo do tapete as nuvens negras das tempestades que caíram sobre o país durante estes três anos, esquecendo que as únicas ‘boas abertas’ que tivemos foram-nos dadas pelo Tribunal Constitucional, contra a vontade de Passos Coelho e do seu governo.


Bem sabemos que há eleições daqui a meses mas não era necessário tanta fantasia.

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