NARRATIVA DIÁRIA

Em memória da Duquesa de Alba

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Despertamos hoje com a notícia da morte da Duquesa de Alba. María del Rosario Cayetana Paloma Alfonsa Victoria Eugenia Fernanda Teresa Francisca de Paula Lourdes Antonia Josefa Fausta Rita Castor Dorotea Santa Esperanza Fitz-James Stuart y de Silva Falcó y Gurtubay nasceu a 28 de março de 1926, no Palácio de Liria, em Madrid, e faleceu esta quinta-feira no palácio de las Dueñas, em Sevilha, aos 88 anos. 


A Duquesa de Alba era a aristocrata com mais títulos nobiliárquicos. Era a mais titulada dos nobres espanhóis e a terceira mulher a dirigir a casa de Alba nos seus mais de 500 anos de história.


Segundo o livro de recordes do Guiness, Cayetana de Alba era  «cinco vezes duquesa, dezoito vezes marquesa, vinte vezes condessa, viscondessa, condessa-duquesa e condestável, além de ser catorze vezes Grande de Espanha».


Há três anos, depois de dois casamentos, surpreendeu tudo e todos, quando decidiu novamente casar com Alfonso Díez, um funcionário público, 25 anos mais novo. A mulher mais rica de Espanha enfrentou todas as polémicas da imprensa e os conflitos familiares para casar, mostrando que era ela quem decidia o que fazer com a sua vida.


Apesar de dois filhos se recusarem a assistir à cerimónia, Cayetana de Alba foi recebida com muito carinho pelos cerca de 700 populares que aguardavam junto ao palácio para a saudar. Visivelmente feliz, Cayetana saudou os populares e agradeceu com uma dança, mostrando que a idade não passava de uma realidade cronológica e de uma construção mental. As imagens correram mundo.


É este lado genuíno da Duquesa de Alba que perpetuará na nossa memória e que cabe hoje aqui recordar. Acho que esta nobre senhora sempre soube disfrutar a vida na sua plenitude, sem ligar muito a padrões pré-estabelecidos. E por isso, também, era uma figura muito acarinhada pelos espanhóis. 

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