Os ‘swap’ é o assunto que está a marcar a agenda. Inicialmente este governo tentou fazer passar a ideia que a culpa era do anterior, ao afirmar que quando entrou em funções o problema relativo aos ‘swap’ contratados por empresas públicas já existia, tendo mesmo motivado a emissão de dois despachos do anterior secretário de Estado do Tesouro, Costa Pina, em 30 de Janeiro de 2009 e 9 de Junho de 2011.
Maria Luís Albuquerque referiu na sua intervenção inicial na audição da Assembleia da República que «na transição de pastas, nada foi referido a respeito desta matéria». Posteriormente veio afirmar na Comissão de Inquérito que nada sabia quando tinha sido ela a assinar alguns quando era diretora financeira da REFER, afirma agora com a maior desfaçatez que afinal há swap bons e maus, mas que no cômputo geral não ia haver prejuízos para o Estado
O atual governo já veio admitir que a questão tinha sido abordada durante reunião de transferência de pastas ministeriais, mas alegando que a informação disponibilizada fora insuficiente. De recordar que a prestação desta informação, bem como o controlo destas práticas, estava prevista no Memorando de Entendimento assinado com a ‘Troika’.
Já Teixeira dos Santos referiu que «não era informação casuística». «Foi feito um apuramento do Sector Empresarial do Estado, empresa a empresa. E há um relatório de Julho de 2011, produzido pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), que reflete que esse apuramento foi feito, seguindo as instruções que o Governo que entretanto cessou funções tinha dado à administração», sublinhou o ex-ministro.
Recorde-se que o Estado pagou 545,6 milhões de euros aos bancos para cancelar 38 contratos de ‘swap’ de seis empresas públicas. Importa, pois, apurar a quem cabe assumir toda esta trapalhada e quem andou a jogar nesta “economia de casino” com o dinheiro dos contribuintes.