«O Presidente vinha sereno, fato escuro e gravata amarela, passo lento. Anunciou que decidiu pôr fim ao “castigo” que aplicou aos meninos Pedro e Paulo pela brincadeira a que se entregaram quando há umas semanas atrás Pedro promoveu a ministra a “gasparina” Maria Luís sem avisar Paulo e este se vingou escrevendo uma carta a Pedro a dizer que se ia embora e não mais voltava.
Mas ao fim de duas semanas o Presidente não conseguiu que os “meninos” encontrassem companhia para o recreio (o António desistiu de brincar com eles) e veio dizer que autorizava que Pedro e Paulo voltassem a brincar sózinhos.
É então que Paulo, que até aqui fazia de ministro dos negócios estrangeiros do “protectorado”, vai agora passar a vice-governador do mesmo ajudado pelas suas “tropas”.
Entretanto, Pedro e Maria Luís vão jogar às escondidas com Paulo na disputa para ver quem é que chega mais perto da dona do protectorado, a Merkel.
O Presidente deu aos “meninos” a possibilidade de brincarem mais dois anos mas foi avisando que não perdeu a sua autoridade sobre eles. Marcou-lhes data para a salvação do protectorado e disse que se não se portarem bem aplica-lhes novo castigo.
Pedro e Paulo vão agora brincar às moções de confiança e juram que pelo menos nos próximos dois anos serão muito amigos. Estão, é claro, a rirem-se nas costas do Presidente e cada um deles a fazer figas ao outro.
Mas eles não sabem que a benção que agora receberam do Presidente é um presente envenenado: o Paulo vai ter de mostrar que é capaz de salvar o protectorado e, ou vence ou morre. E o Pedro vai ter de vigiar o Paulo para que ele não volte a dizer que se vai embora a meio do jogo.
Quanto à Maria Luís vai ter recreio à parte, vigiada para não se enganar nas contas e fazer mais swaps enquanto eles brincam.». Retirado daqui