NARRATIVA DIÁRIA

António Costa eleito Secretário-Geral do PS

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Tinha tudo para ser um dia memorável para o PS e para António Costa, não fosse a data coincidir com a detenção de José Sócrates.


Contudo, António Costa a fim de separar as águas enviou uma mensagem em que pedia aos militantes socialistas para que não confundissem a detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates com a ação do partido. O SMS enviado em que dizia:


«Caras e caros camaradas, estamos todos por certo chocados com a notícia da detenção de José Sócrates. Os sentimentos de solidariedade e amizade pessoais não devem confundir a ação política do PS, que é essencial preservar, envolvendo o partido na apreciação de um processo que, como é próprio de um Estado de Direito, só à justiça cabe conduzir com plena independência, que respeitamos». Certamente os erros cometidos com o caso Casa Pia e a forma como lidaram como na altura lidaram com o processo judicial foram assimilados.


António Costa foi eleito secretário-geral do PS com 96% dos votos. No discurso proferido, homenageou todos os antigos líderes do partido e afirmou que os socialistas saem unidos deste processo eleitoral.


O novo secretário-geral fez questão de homenagear igualmente todos os seus antecessores, de Mário a António José Seguro, e enaltecer a história do partido.


A propósito da detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates, António Costa manifestou ainda solidariedade para o antigo governante, mas escusou-se a comentar a atuação das autoridades judiciais no caso. Face à insistência dos jornalistas, respondeu que «o PS existe há 41 anos, e existirá por muitos mais anos, e tem uma agenda própria que transcende a agenda mediática do dia de hoje: é a agenda de construção de uma alternativa política para o país».


Afirmou, ainda que o PS que não adota as más práticas estalinistas de eliminação de fotografias e que assume toda a sua história nos bons e nos maus momentos.


António Costa acrescentou ainda que doravante o PS deverá adotar plenamente a sua função de maior partido da oposição e assumir a responsabilidade na construção de uma alternativa a este Governo e às suas políticas.

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