NARRATIVA DIÁRIA

Amazónia em chamas

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A Amazónia, o pulmão do mundo, está a arder há mais de 16 dias e a devastação tomou proporções inimagináveis. Segundo a Agência Espacial Brasileira, só este ano já foram detetados 72 mil focos de incêndio. Estes números representam um aumento de 70% face a 2018. O fumo é tão intenso que há dois dias o céu de São Paulo que fica a 3800 quilómetros da capital da Amazónia ficou às escuras ao início da tarde.


 


Apesar do clima estar mais seco do que em 2018, a maior parte dos incêndios é provocada por ação humana, seja propositadamente ou acidentalmente, segundo os investigadores citados pela imprensa brasileira.


 


É uma perda irreparável, uma vez que possui a Amazónia é a maior floresta tropical mundial e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, sendo ainda responsável por providenciar 20% do oxigénio.


 


Queixamo-nos muitas vezes que o clima está a mudar e verificamos que, em algumas regiões, os fenómenos meteorológicos extremos estão a tornar-se cada vez mais comuns, que a pluviosidade está a aumentar em algumas zonas, enquanto, noutras, as vagas de calor e as secas estão a agravar-se. O degelo da semana passada na Gronelândia foi causado pelas mesmas massas de ar quente provenientes do norte de África e de Espanha que fizerem bater recordes de calor em países como Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Grã-Bretanha.


 


As alterações que hoje ocorrem nos diversos pontos do globo, são um claro alerta para os perigos que assolam a vida na Terra. O desaparecimento de espécies, o degelo dos polos, a subida das águas do mar e o aquecimento global são fenómenos a que assistimos e com que vamos ter de conviver no presente e no futuro.


 


A questão ambiental deve ser encarada como um desígnio global. As alterações climáticas estão a causar mudanças a vários níveis na economia, na saúde e na vida do planeta. Segundo os cientistas, se não as travarmos de forma significativa, os resultados poderão ser devastadores.

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