(imagem Henricartoon)
O Governo de Timor-Leste ordenou aos serviços de migração a expulsão dos funcionários judiciais internacionais, incluindo cinco juízes, um procurador e um oficial da PSP de nacionalidade portuguesa, no prazo de 48 horas, depois de serem notificados pelos Serviços de Migração.
Alegadamente a expulsão dos magistrados portugueses está relacionada com o facto de esses magistrados serem titulares de processos judiciais que envolvem a atividade de membros do governo timorense.
Xanana acaba por incidir nos mesmos erros que apontava aos ditadores indonésios, aquando da ocupação, ou seja, proteger camaradas corruptos e não salvaguardar o interesse nacional.
No quadro e nos termos em ocorreu, a expulsão configura uma situação de pura humilhação para com os visados e, consequentemente para com o Estado Português e uma violação à luz das normas do Direito Internacional.
O Governo que não pode reagir como reagiu até agora. Primeiro, deixando arrastar a situação e depois, afirmando, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, que desconhece os contornos da resolução, para além do que vem expresso no comunicado oficial das autoridades timorenses.
O Estado português terá que urgentemente utilizar os canais diplomáticos adequados e colocados à sua disposição para se inteirar dos fundamentos que levaram a esta tomada de decisão que se revela indigna dos seus cidadãos e do próprio país para com Portugal, depois de todo o apoio institucional que o nosso país tem prestado a Timor-Leste.