(imagem da página de facebook Nilton)
Vexame. Massacre. Humilhação. Vergonha. Qualquer destes adjetivos serve para qualificar o que se passou ontem no jogo da semi-final entre a Alemanha-Brasil.
Desde o início do Mundial que o Brasil não convenceu um único adepto. Foi mascarando com vitórias muito sofridas e exibições pouco consistentes, sendo que a equipa nunca mostrou estofo de campeã. A máscara caiu ontem diante de milhares de adeptos. A Seleção Brasileira foi humilhada pela Alemanha com uma histórica derrota por 7 a 1 no mesmo Mineirão onde já havia sofrido para superar o Chile nos pênaltis.
A vexatória queda contra a Alemanha foi o desfecho de um sonho que o Brasil acalentou muito graças a Neymar, alvo de uma joelhada de Zúñiga na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, nos quartos de final, quando fez a sua exibição mais apagada no Mundial.
O que aconteceu ontem foi algo de inadmissível no «país do futebol». Foi uma derrota que irá certamente deixar marcas profundas e se colará para sempre ao «escrete». Deixa no ar uma revolta sem precedentes que nem a ausência de Neymar, por lesão, e Thiago Silva, por castigo, é suficiente para explicar uma exibição tão pobre.
Luis Felipe Scolari saiu derrotado en toda a linha. Mostrou incapacidade para organizar uma equipa à altura de uma semifinal em casa. Foram 4 golos sofridos, sem apelo nem agravo, em seis minutos. O placar já marcava 5-0 aos 28 minutos do primeiro tempo. Mau demais!
A Alemanha muito bem organizada, mostrou um futebol extremamente eficaz e fez uma semifinal do Mundial parecer fácil. Incrédulos, mais de 200 milhões de brasileiros assistiram ao banho de bola que a seleção da Alemanha deu.
O conjunto alemão, grande candidato à conquista do Mundial de 2014, extremamente motivado, prepara-se agora para jogar a final do Maracanã no domingo, contra o vencedor do confronto entre Holanda e Argentina. Ao Brasil, restará a disputa de terceiro lugar com o derrotado da outra semifinal.
E, já agora, pela parte que nos toca, os números da humilhação brasileira ajudaram a suavizar a derrota dos portugueses no primeiro jogo dos oitavos de final, se é que isso nos serve de consolo. Afinal de contas, a seleção das quinas acabou por conseguir frente à Alemanha, apesar da derrota, um diferença de golos inferior e a jogar a maior parte do tempo com dez jogadores.