NARRATIVA DIÁRIA

A desonestidade intelectual de Pulido Valente

 


(imagem do google)


Este texto de Vasco Correia Guedes,  mais conhecido como Vasco Pulido Valente é mais uma prova evidente da sua desonestidade intelectual e a confirmação do seu delírio maníaco com que nos presenteia, semana após semana,  naquele tom ligeiro e definitivo de quem tudo sabe e tudo viu.  


Com despudor e arrogância, este intelectual conservador da nossa praça, formado no Estado Novo, donde nunca verdadeiramente conseguiu libertar-se,  destila o seu veneno e a sua sanha persecutória contra as ciências socias, contra as ciências políticas, bem como contra as relações internacionais e as ciências humanas em geral, escapando apenas o douto historiador, ele próprio, a esta inutilidade social.


Depois do retrocesso que Nuno Crato imprimiu ao ensino, à investigação e à ciência em Portugal e dos elogios com que Durão Barroso brindou o ensino de «excelência» no tempo da ditadura, constatamos que também Pulido Valente quer condenar as Ciências Sociais ao seu velho estatuto, agora já não sob a ideia de ciências «perigosas» como eram conhecidas pelo anterior regime,  mas como  ciências «inúteis».


Parafraseando Daniel Oliveira sobre Pulido Valente, «compreendo que o arreliem os sociólogos e historiadores que fazem funcionar as instituições que lhe garantem o subsídio que recusa aos outros. Aquilo que me custa é acompanhar a decadência intelectual, sempre embrulhada numa prosa cuidada, a que este homem se entregou. Tudo nele é rancor e ressentimento. Nem uma ideia nova brilha naquela cabeça. Tudo requentado e oferecido, sem falta, sempre da mesma maneira, todos os fins de semana. Tirando os "vasquinhos" que pululam pela imprensa, que lhe imitaram o estilo sem terem o talento, e umas biografias interessantes para leitura de férias, nada ficará de Correia Guedes. Nem o seu nome».

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