
O Serviço Nacional de Saúde foi uma das mais importantes conquistas proporcionadas pelo regime democrático e um dos mais importantes contributos para a coesão social do nosso País.
Idealizado por António Arnaut, a reforma do SNS começou a dar os primeiros passos no dia 15 de setembro de 1979. O acesso a cuidados de saúde passou a ser «geral, universal e gratuito» pela primeira vez em Portugal. Foi um passo gigante para que os portugueses passassem a ter acesso a cuidados médicos, independentemente da sua condição económica ou social, desde a vigilância da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento.
Quarenta anos depois da sua criação, nem tudo está bem, mas Portugal aumentou a esperança média de vida em mais de 10 anos e reduziu drasticamente a mortalidade infantil.
Atualmente o SNS enfrenta uma população envelhecida que representa uma sobrecarga ao sistema, já que aumenta o número de doentes crónicos, muitas vezes com várias patologias associadas e com um peso crescente na economia. Não menos relevantes são os estilos de vida com determinadas dinâmicas comportamentais associadas a fatores de risco determinantes para o estado de saúde dos portugueses.
Podemos e devemos querer justamente melhorar as suas respostas, mas estes 40 anos devem ser assinalados de forma positiva e saudando os resultados alcançados na concretização do direito à saúde.