
Em 7 de novembro de 1917, os bolcheviques começavam a mudar o mundo. Neste dia nasceu o primeiro país comunista da História.
A Revolução Russa de 1917 foi um período de conflitos que derrubou a autocracia russa e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Lenine.
Recém-industrializada e sofrendo com a Primeira Guerra Mundial, a Rússia tinha uma grande massa de operários e camponeses explorados. O governo absolutista do czar Nicolau II com uma liderança opressiva e nada democrática desagradava ao povo. A confluência destes fatores levou a manifestações populares que fizeram o monarca renunciar e, no fim do processo, deram origem à União Soviética, o primeiro país socialista do mundo.
Inspirada na obra de Marx e Engels, procedeu-se à reforma agrária com redistribuição de terras entre campesinato. Os sindicatos assumiram o controlo das fábricas e as fazendas passaram a produzir para a comunidade. O governo tentou igualar as classes sociais. Ainda hoje, os vestígios da época são patentes na arquitetura do Leste Europeu. As casas pré-fabricadas e blocos de arranha-céus em série, por exemplo.
A Revolução compreendeu duas fases distintas: a primeira, a revolução de fevereiro (março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II, o último Czar a governar, e procurou estabelecer uma república de cariz liberal e, posteriormente a revolução de outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, derrubou o Governo provisório apoiado pelos partidos socialistas moderados e impôs o governo socialista soviético.
Cem anos de um regime comunista austero deixou naturalmente marcas profundas que o governo de Putin quer apagar. Por isso mesmo os 100 anos na Russia são ignorados pelo regime de Vladimir Putin. Apenas o Partido Comunista Russo assinalará a data assumindo a bandeira e a herança da revolução numa série de comícios e manifestações em Moscovo e por toda a Rússia.